segunda-feira, 25 de novembro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
smsMas que sussurro a
umedecida
Terra desperta? Que rumor enleva
As estrelas, que no
alto a Noite leva
Presas, luzindo, à túnica estendida?
São
meus versos! Palpita a minha vida
Neles, falenas que a saudade eleva
De meu seio, e que vão, rompendo a treva,
Encher teus sonhos, pomba adormecida!
Dormes, com os seios nus, no travesseiro
Solto o cabelo negro... e ei-los,
correndo,
Doudejantes, sutis, teu corpo inteiro
Beijam-te a boca tépida e macia,
Sobem, descem, teu hálito sorvendo
Por que surge tão cedo a luz do dia?!
- ESSA É A LIDA NO SERTÃO
- DESSE CABOCLO ROCEIRO
- QUE ACORDA DE MADRUGADA
- NO NORDESTE BRASILEIRO
- LOGO AO CANTAR DO GALO
- EM CIMA LÁ DO POLEIRO
- DEITADO EM UMA REDE
- NO ALPENDRE DA FAZENDA
- ACORDO AO RAIAR DO SOL
- E CHAMA MINHA PRENDA
- QUE FERVE LOGO O CAFÉ
- ACOMPANHADO DA MERENDA
- DEPRESSA ENCHO OS POTES
- COM ÁGUA DO CACIMBÃO
- BOTO MILHO PARA OS PORCOS
- RACHO A LENHA DO FOGÃO
- COM UM MACHADO AFIADO
- BOM DE CORTAR MOURÃO
- TIRO LEITE DAS VACAS
- PRINCESA, BAIANA E ANDORINHA
- PRA FAZER QUEIJO DE COALHO
- NA PRENSA DA COZINHA
- E VOU VENDER NA FEIRA
- LOGO BEM DEMANHANZINHA
- LOGO DEPOIS VOU BUSCAR
- O JUMENTO NO CERCADO
- BOTO UM PAR DE CAÇOAR
- E SAIU PARA O ROÇADO
- EM BUSCA DO FEIJÃO
- QUE POR MIM FOI PLANTADO
- A MULHER FICA NO TERREIRO
- DA PORTA DA COZINHA
- ALIMENTANDO OS BICHOS
- PATO, PERU E GALINHA
- E AINDA PEGA UM GUINÉ
- PRA JANTAR DETARDEZINHA
- LOGO QUE VOLTO DA ROÇA
- COM O JEGUE CARREGADO
- DE FEIJÃO, MILHO E ARROZ
- OS CAÇOAR VEM SOCADO
- O JUNENTO CHEGA PEIDA
- COM ESSE PESO DANADO
- BOTO O LEGUME NOS SILOS
- DEPOIS DE TER APANHADO
- A COLHEITA DO INVERNO
- QUE POR MIM FOI PLANTADO
- COM MEDO DE DAR O BICHO
- E FICAR TUDO ESTRAGADO
- E ASSIM MEU CABOCLO
- É A VIDA NO SERTÃO
- PEÇO QUANDO EU MORRER
- NÃO ME TIRE DESSE CHÃO
- SOU UM PURO SERTANEJO
- MORO NESSE LUGAREJO
- E ADORO ESSE TORRÃO
- NESSA TERRA EU FUI CRIADO
- QUERO AQUI SER ENTERRADO
- ISSO É DESEJO DE JATÃO.
- TEXTO: JATÃO VAQUEIRO
segunda-feira, 23 de setembro de 2013

DEFENDENDO A PÁTRIA AMADA
Estamos vivenciando
Como nas eras passadas
Jovens de caras pintadas
Pelas praças protestando
Estão reivindicando
Que surjam novos perfis
Ou mesmo que haja um bis
Naquele impeachment de antes
E assim mude os governantes
Que hoje mandam no país.
Como nas eras passadas
Jovens de caras pintadas
Pelas praças protestando
Estão reivindicando
Que surjam novos perfis
Ou mesmo que haja um bis
Naquele impeachment de antes
E assim mude os governantes
Que hoje mandam no país.
Essas manifestações
Que o povo se junta em bandos
É pra por fim aos desmandos
Que geram corrupções
Desvios e “mensalões”
Que já são bem conhecidos
Expulsar os atrevidos
Que ali estão infiltrados
Entre os “Nobres Deputados”
Mas são de fato, bandidos.
Que o povo se junta em bandos
É pra por fim aos desmandos
Que geram corrupções
Desvios e “mensalões”
Que já são bem conhecidos
Expulsar os atrevidos
Que ali estão infiltrados
Entre os “Nobres Deputados”
Mas são de fato, bandidos.
Porém quero deixar claro
Aqui nesses meus protestos
Nem todos são desonestos.
Mas, os honestos são raros.
Precisamos de preparos
Pra nas próximas eleições
Não termos repetições.
E pra sustar o perigo
Queime o joio adube o trigo
Pra não ter decepções.
Aqui nesses meus protestos
Nem todos são desonestos.
Mas, os honestos são raros.
Precisamos de preparos
Pra nas próximas eleições
Não termos repetições.
E pra sustar o perigo
Queime o joio adube o trigo
Pra não ter decepções.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Minha “nordestinidade”
É autenticamente pura
Tem o sabor da quixaba
Ou da fruta bem madura
Que tem no pé de facheiro
O meu suor tem o cheiro
Do mel que faz rapadura
Quero que em minha figura
Nunca haja distorção
E que essa rude imagem
Passe a fiel impressão
Daquilo que sou de fato
Um caipira lá do mato
E original do sertão
Tenho o odor do gibão
Que veste o bravo vaqueiro
O verde que tem nos ramos
Da copa de um juazeiro
O calor da estiagem
Quando derruba a folhagem
Nos galhos do umbuzeiro.
Sou um camponês matreiro
Que qualquer peso suporta
Sou como a forte aroeira
Que mesmo depois de morta
Não dá tréguas ao machado.
Por mais que esteja afiado
Entorta o gume e não corta.
A minha fé me transporta
E assim sigo o meu roteiro
Tenho orgulho do meu povo,
Do meu linguajar rasteiro.
O meu olhar ganha brilho
Quando eu brado: sou um filho!
Do Nordeste Brasileiro!
Carlos Aires
É autenticamente pura
Tem o sabor da quixaba
Ou da fruta bem madura
Que tem no pé de facheiro
O meu suor tem o cheiro
Do mel que faz rapadura
Quero que em minha figura
Nunca haja distorção
E que essa rude imagem
Passe a fiel impressão
Daquilo que sou de fato
Um caipira lá do mato
E original do sertão
Tenho o odor do gibão
Que veste o bravo vaqueiro
O verde que tem nos ramos
Da copa de um juazeiro
O calor da estiagem
Quando derruba a folhagem
Nos galhos do umbuzeiro.
Sou um camponês matreiro
Que qualquer peso suporta
Sou como a forte aroeira
Que mesmo depois de morta
Não dá tréguas ao machado.
Por mais que esteja afiado
Entorta o gume e não corta.
A minha fé me transporta
E assim sigo o meu roteiro
Tenho orgulho do meu povo,
Do meu linguajar rasteiro.
O meu olhar ganha brilho
Quando eu brado: sou um filho!
Do Nordeste Brasileiro!
Carlos Aires
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
ocê faz parte do riso da minha felicidade
Você revoluciona
Meu apetite amoroso,
O seu amor é gostoso
E aumenta a testoterona,
Do meu coração é dona
Quando no meu peito invade,
Porque você é metade
Da metade que eu preciso,
Você revoluciona
Meu apetite amoroso,
O seu amor é gostoso
E aumenta a testoterona,
Do meu coração é dona
Quando no meu peito invade,
Porque você é metade
Da metade que eu preciso,
Você faz parte do riso
Da minha felicidade.
Você me ipnotisa
Com seu olhar atraente,
E no seu beijo ardente
Minha libido aterrissa,
Sua boca suavisa
A minha ansiedade,
Que a sua tenacidade
complementa a meu sorriso,
Você faz parte do riso
Da minha felicidade.
O seu corpo de princesa
O seu porte de rainha,
Na felicidade minha
Você vira fortaleza,
Contemplo a sua beleza
E sua preciosiadade,
Igual a sua deidade
Só vejo do paraíso,
Você faz parte do riso
Da minha felicidade.
Você é da minha vida
Todo ar que eu respiro,
Só você eu admiro
E a chamo de querida,
Você é minha saída
Onde eu mato a saudade,
Você me tira da grade
Da solidão do meu piso,
Você faz parte do riso
Da minha felicidade.
Autor: Amaro Poeta
Da minha felicidade.
Você me ipnotisa
Com seu olhar atraente,
E no seu beijo ardente
Minha libido aterrissa,
Sua boca suavisa
A minha ansiedade,
Que a sua tenacidade
complementa a meu sorriso,
Você faz parte do riso
Da minha felicidade.
O seu corpo de princesa
O seu porte de rainha,
Na felicidade minha
Você vira fortaleza,
Contemplo a sua beleza
E sua preciosiadade,
Igual a sua deidade
Só vejo do paraíso,
Você faz parte do riso
Da minha felicidade.
Você é da minha vida
Todo ar que eu respiro,
Só você eu admiro
E a chamo de querida,
Você é minha saída
Onde eu mato a saudade,
Você me tira da grade
Da solidão do meu piso,
Você faz parte do riso
Da minha felicidade.
Autor: Amaro Poeta
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