segunda-feira, 5 de agosto de 2013


NUM SE AVECHE NÃO CABRA

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Num se aveche não cabra
Vá devagar com o andor
Não ande muito depressa
Ou uso o freio motor
Não quero nem saber
Se apertando vai doer
Os pisuidos do senhor
"É a força da mulher
Que agora faz o que quer
 Pelo bem do amor"

EITA SÁ MININO
JATÃO VAQUEIRO


Estamos; Não somos!

 POETA MAVIAEL MELO

O que somos nós prezados senhores?
Senão um conjunto de massas ao ar
Um grão de matéria a se dispersar
No pó que evapora depois dos tremores
Poetas, atrizes; Doutores atores!
Não somos; Estamos! para entender,
Que a carne perece por apodrecer
Com o tempo ela estica, encolhe e definha,
Se tora no nó, na ponta da linha,
Criando outra massa a se despreender

Pra que essa ânsia de tanto querer?
Por isso essa angustia no mar dos horrores!
Do sonho pesado feito em dissabores
Na noite perdida nesse padecer.
Que “mau” vos feriu? “Me digam” o porque
De tanta ganância? Se tudo é matéria!
E padecerá na mão deletéria
Que doa e se mostra, que fere e alisa!
Pra que a barreira em tanta divisa
Gerando a discórdia que cria a miséria?

Mostrem-me um tormento que tenha motivos
Ou mesmo o motivo pra tanto tormento
Expliquem senhores; esse desalento,
E a falsa conduta nos objetivos
Por isso que os versos ressoam cativos!
E a vossa poesia, nem versa e nem prosa
Sua rima incompleta, tão triste e penosa!
Sem tema se omite tentando entender
Qual é a razão de tanto poder?
Que apaga o razão da noite vistosa.

O que somos então? O que vos parece?
Senão as migalhas daquilo que fomos
Estamos aqui, contudo não somos!
E o fogo que apaga nem sempre arrefece
Mas sempre se abriga conforme se tece
E só se recebe aquilo que dá
Por isso senhores; lembrai-vos de amar!
Sabeis compreender que essa imensidão
É um ciclo constante dessa rotação
De cada partícula a se misturar

E assim vai formando outra massa no ar
Que se multiplica por esse universo
Se um verso eu termino, um novo começo!
Às vezes me calo para escutar
Porém é preciso às vezes falar
Deixando no ar o nosso recado
Formando a matéria de um novo legado
Que vai permeando noutra atmosfera
Vagando nos ares da estratosfera
Buscando um futuro pra esse passado.
Maviael Melo

sexta-feira, 2 de agosto de 2013


E tudo vem a ser nada. POETA SILVINO PIRAUÁ

Tanta riqueza inserida
Por tanta gente orgulhosa
Se julgando poderosa
No curto espaço da vida
Oh! que idéia perdida
Oh! que mente tão errada
Dessa gente que enlevada
Nessa fingida grandeza
Junta montões de riqueza
E tudo vem a ser nada

Vemos um rico pomposo
Afetando gravidade
Ali só reina bondade
Nesse mortal orgulhoso
Quer se fazer caprichoso
Vive de venta inchada
Sua cara empantufada
Só apresenta denodos
Tem esses inchaços todos
E tudo vem a ser nada

Trabalha o homem, peleja
Mesmo a ponto de morrer
É somente para ter
Que ele se esmoreja
Às vezes chove troveja
E ele nessa enredada
Alguns se põem na estrada
À lama, ao sol ao chuveiro
Ajuntam muito dinheiro
E tudo vem a ser nada

Temos palácios pomposos
Dos grandes imperadores
Ministros e senadores
E mais vultos majestosos
Temos papas virtuosos
De uma vida regrada
Temos também a espada
De soberbos generais
Comandantes, marechais
E tudo vem a ser nada

Honra, grandeza, brazões
Entusiasmos, bondades
São completas vaidades
São perfeitas ilusões
Argumentos, discussões
Algazarra, palavrada
Sinagoga, caçoada
Murmúrios, tricas, censura
Muito tem a criatura
E tudo vem a ser nada

Vai tudo numa carreira
Envelhece a mocidade
A avareza e a vaidade
E quer queira ou não queira
Tudo se torna em poeira
Cá nesta vida cansada
É uma lei promulgada
Que vem pela mão divina
O dever assim destina
E tudo vem a ser nada

Formosuras e ilusões
Passatempos e prazeres
Mandatos, altos poderes
De distintos figurões
Cantilenas de salões
E festa engalanada
Virgem donzela enfeitada
No gozo de namorar
Mancebos a flautear
E tudo vem a ser nada

Lascivas, depravações
Na imoral petulância
São enlevos da infância
São infames corrupções
São fingidas seduções
Que faz a dama enfeitada
Influi-se a rapaziada
Velhos também de permeio
E vivem nesse paleio
E tudo vem a ser nada

Bailes, teatros, festins
Comédia, drama, assembléia
Clube, liceu, epopéia
Todos aguardam seus fins
Flores, relvas e jardins
Festas com grande zuada
Oiteiro e campinada
Frondam copam e florescem
Brilha, luzem, resplandecem
E tudo vem a ser nada

O homem se julga honrado
Repleto de garantia
De brasões e fidalguia
É ele considerado
Mas quanto está enganado
Nesta ilusória pousada
Cá nesta breve morada
Não vemos nada imortal
Temos um ponto final
E tudo vem a ser nada

Tudo quanto se divisa
Neste cruento torrão
As árvores, a criação
Tudo enfim se finaliza
Até mesmo a própria brisa
Soprando a terra escarpada
Com força descompassada
Se transformando em tufão
Deita pau rola no chão
E tudo vem a ser nada

Infindo só temos Deus
Senhor de toda grandeza
Dos céus e da natureza
De todos os mundos seus
Do Brasil, dos Europeus
Da terra toda englobada
Até mesmo da manada
Que vemos no arrebol
Nuvem, lua estrela e sol
Tudo mais vem a ser nada.

MIGUEZIM DE PRINCESA
AS LIÇÕES DE HUMILDADE E DIGNIDADE DE UM PAPA POP
Publicado: 1 de agosto de 2013 às 19:17
I
Papa Francisco avisou
Pra tudo que é ladrão:
“Não trago prata nem ouro,
Não trago cobre ou latão,
Eu só trago é Jesus Cristo
Dentro do meu coração”.
II
Ao visitar o Brasil
Disse no Rio de Janeiro,
No evento que reuniu
Os jovens do mundo inteiro,
Que o Papa é argentino,
Porém Deus é brasileiro.
III
Defendeu os mais carentes
E pregou a humildade,
Desfilou em carro simples
Pelas ruas da cidade,
Mostrou para os poderosos
Lições de dignidade.
IV
Recomendou aos mais jovens
Que se juntem aos anciões,
Para evitar nesses tempos
As ondas de exclusões
E os males do sistema,
Cheio de discriminações.
V
Que é preciso ter tempo
Pra semear e colher,
Analisar o terreno
E ser sábio ao escolher,
Que, afastando os espinhos,
Toda planta vai crescer.
VI
Mesmo no terreno duro
Há um jeito de colher:
Os alunos nas escolas
Têm direito de saber
E nem a pior doença
Os impede de aprender.
VII
Pregou nas ruas o caminho
Reto da simplicidade,
As veredas da leveza,
Distantes da vaidade,
Que é o verdadeiro caminho
Que leva à felicidade.
VIII
Disse que o trabalho sério,
A dedicação à lida,
A atenção aos mais pobres,
A mesa bem dividida
Enobrecem o ser humano,
Valorizam mais a vida.
IX
Cultivar as amizades,
Valorizar relações,
Andar nas ruas sem medo,
Sair das escuridões,
Clamou o Papa Francisco,
Penetrando corações.
X
Nascido Jorge Bergoglio,
Simples, bom e altaneiro,
O novo líder da Igreja
Mostrou-se bem verdadeiro,
Dedicado à caridade,
E com sua simplicidade
Conquistou o mundo inteiro.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

VAQUEJADA

Milhões em jogo: dentro e fora das pistas

 
O vaqueiro, o batedor de esteira, o dono do haras, o dono do evento, o dono do boi, o locutor, o fiscal de pista, o ambulante, o artista. São inúmeros os profissionais que orbitam em torno dos R$ 50 milhões que as vaquejadas movimentam por ano no Brasil
 Nos fins de semana, o destino é incerto: O vaqueiro corre vaquejadas por todo o país com premiações valiosas, ele vai como funcionário de algum Haras. Na rotina improvisada das competições, o caminhão que o transporta ganha moldes de casa, dividida com o motorista e o tratador que o acompanham. Dormem em beliche, dentro do caminhão que ainda contém fogão, frigobar, onde também costuma preparar suas refeições. Banheiro só o do parque. Percebemos que a maioria dos vaqueiros prefere ficar repousando no caminhões entre uma dispusta e outra. 
Cerca de 70% do público vai às vaquejadas por conta dos shows. Três meses antes da vaquejada, pesquisa-se as tendências musicais e entra em contato com as bandas populares entre o público das vaquejadas e a vaquerama.
Fora dos palcos e das pistas, a noite é marcada por duelos musicais entre potentes equipamentos de som instalados nos carros dos frequentadores.
Quando o sol adormece no horizonte do domingo, dia de encerramento de toda vaquejada, é chegada a hora de desarmar acampamento. Quem reside por perto dá um jeito de passar em casa antes de cair na estrada novamente. Nem todos registram um saldo positivo. Logo vem outra vaquejada, e mais outra, e mais outra
Empresários do setor buscam o reconhecimento da atividade como esporte e incentivo por parte do governo. “O esporte é o segundo em movimentação financeira e pública do Nordeste. Só perde para o futebol”, defende Rodrigo Hudson, presidente da Associação de Vaqueiros Amadores de Pernambuco, fundada em 2012.

DESCASO DOS GOVERNANTES

O TERRÔ DA SECA
  
Adispois dessa sicura,
de tantu gadu murridu,
o nordestinu im agrura,
é só soluçu i gimidu.
Pru bancu devenu está,
Num sabi cuma pagá,
O pobri istá perdidu.

Inté o camião pipa
dus pobri, aproveit'adô,
num atendi quanu si grita:
-mi dê água pur favô.
Meus fius está cum sede
tão quasi mortu nas rede,
tem piedadi , sinhô.

A indústria qui apareci
quano chega a sequidão,
é triste, ninguém mereci,
us industriá du cão.
Vendi água, vendi tudu,
prus prefeito barrigudu,
das terra du meu sertão.

Nus terrêru a fedentina
qui chega lá dus currá
nem as avis de rapina
apareci, num é normá.
As vaquinha di barriga,
cas carcaça ressequida,
istendidas nu quintá.

Nas terra da paraiba,
ondi a seca devastô,
uma luta em prol da vida
acunticeu sim sinhô.
Saiu na televisão,
foi nutiça sensação
e o povo si admirô.

Pecuaristas endividadu,
cuns camião de carcaça
du gadu sacrificadu,
dispejô nu mei da praça.
Im frente ao bancu credô,
ispaiô um tal fedô,
qui foi aquela disgraça.

Eu num sei u risultadu,
si o tar banco perduô,
us pobri individadu
qui pur ajuda clamô.
Todo bancu é usurário
fazeno o pobre di otário,
num perdoa não sinhô. 

 (Hull de La Fuente)

CARLOS CHAGAS
FORÇAS ARMADAS ESTÃO ENGOLINDO SAPOS EM POSIÇÃO DE SENTIDO
Publicado: 1 de agosto de 2013 às 0:00
ENGOLINDO SAPOS EM POSIÇÃO DE SENTIDO

                                                        A ditadura militar terminou em 1985. Daqui a menos de  dois anos se completarão trinta,  desde que o general João Figueiredo deixou a presidência da República. Pelo jeito, nem o governo do PT nem a presidente Dilma  perceberam  esse hiato no tempo. Continuam se comportando como se os militares ainda fossem o inimigo a exigir combate permanente e represálias sem conta. Esquecem que os generais de hoje nem eram tenentes, em 1964, e que boa parte da oficialidade nem tinha nascido.
                                                        Não há outra explicação para mais um corte no orçamento das forças armadas, agora de 4 bilhões, porque em maio foram 3,7 bilhões. Certas economias não se justificam. É inconcebível  que se abra mão do mínimo indispensável à defesa nacional. Não estamos em guerra com ninguém, tomara que essa situação se prolongue pela eternidade, mas garantir, ninguém garante. Acresce serem os militares, pela Constituição, os guardiões da lei e da ordem. Sem recursos, sucateados,  com equipamento obsoleto, Exército, Marinha e Aeronáutica chegaram ao limite de imaginar a suspensão de suas atividades nas sextas-feiras, porque nos quartéis, nos navios e nas bases aéreas não há dinheiro para o almoço de  soldados, marinheiros e aviadores.
                                                        O país vive dificuldades econômicas e financeiras. É preciso apertar o cinto, faltam recursos para educação, saúde, transportes e muita coisa a mais. Menos para os bancos, que num único semestre lucram três ou quatro bilhões, dos grandes estabelecimentos  privados aos públicos. 
                                                        As forças armadas estão engolindo sapos em posição de sentido, não estrilam, fora alguns radicais postos em sossego na aposentadoria, cultores de um passado que o Brasil fez escoar pelo ralo.  O perigo é que eles  possam contaminar os companheiros do serviço ativo.

JÁ ESTOU NAQUELA IDADE 
DE AMAR E NÃO SER SÓ
COM TODA SINCERIDADE
VEJO QUE OS HOMENS DE VERDADE
SÓ TEM UMA MULHER DE XODÓ