terça-feira, 17 de julho de 2012

Mocinho preste atenção
E tu falasse em vovozinha
Querendo me fazer pouco
Porém eu não perdo a linha
Se ela é morta Deus que dê
Bom lugar para esta velhinha
Se ela é viva e me escutar
Dê valor pra idéia minha
Menino eu tenho certeza
Que tu já te arrependeu
O ventre que te gerou
Daquela velha nasceu
Para criar sua mãe
E sabe lá quanto sofreu
Foi por intermédio dela
Que o senhor apareceu
Menino tu me perdoa
Mais não posso ficar quieto
Garanto que a tua vó
Rezou muito pelo neto
Para que tu te criasse
Um homem honesto e correto
E o senhor não sabe dar
Pra ela o valor completo
Você me fez pouco caso
Porém a mim não me afeta
Porque o perdão tem lugar
Pra pessoa analfabeta
Já atendi seu pedido
Escuta calmo e te aquieta
E nunca mais faço pouco
De a memória de um poeta
Aí oh platéia me perdoe
De tudo que eu disse agora
E o senhor caro mocinho
Meu verso não ingnora
O relógio tá dizendo
Gildo Freita vai te embora
Boa noite que eu vou com Deus
E fiquem com Nossa Senhora.
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Composição: Gildo de Freitas
Enviada por Nelson de Campos

segunda-feira, 16 de julho de 2012

<<<  U m a    P o e s i a  >>>
Tem quem roube a merenda das crianças
e o dinheiro do pobre aposentado,
e sem dó tomam todas as finanças
num sequestro cruel e bem montado;
e os que matam e estupram criancinhas
andam soltos aí pelas pracinhas,
muitos deles nem vão para prisão;
digo neste relato que hoje eu faço:
eu estou com saudade é do cangaço
e das bravuras do grande Lampião!
Ademar Macedo/RN

Saúde das pesquisas

Foto
Candidato a prefeito de São Paulo, em 1985, Jânio Quadros enfrentou Fernando Henrique Cardoso, que tinha o apoio do presidente (José Sarney), do governador (Franco Montoro) e do prefeito (Mario Covas), o engajamento de artistas da Globo e tanta confiança que até posou na cadeira do prefeito. O Ibope previu a vitória de FHC e Jânio chamou as pesquisas de “desonestas”. O dono do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, disse que não o processaria por considerá-lo “um doente”. Jânio ironizou:
- Ele deve ser melhor médico do que pesquisador.
Jânio venceu e desinfetou a cadeira usada por FHC.


sábado, 14 de julho de 2012

O poeta e o folhetes
 (Rosário Pinto) 
 
 
1
Duas figuras importantes
Neste mundo do cordel
Um compõe o outro vende
Andando de léu em léu
Marcando assim, uma vida
De poesia, sortida
Divulgando o menestrel
2
Leandro foi o primeiro
A narrar toda esta saga
Do folheto de cordel
De história encantada
Certamente é o pioneiro
Com certeza, o primeiro
A levar pela estrada
3
Poeta e grande tipógrafo
Seu romance imprimia
Entregando ao folheteiro
Que logo distribuía
A correr feiras e vilas
E o povo fazendo filas
P’ra comprar sua poesia
4
Poucos recursos havia
Um comércio bem precário
Sustentou muita família
Vendiam abecedário
Na lida do dia a dia
Todo folheto imprimia
E também anedotário
5
De cidade em cidade
Fazia a sua vida
Seu Leandro produzindo
E o folheteiro na lida
Recebia seus mil réis
Vendia muitos cordéis
Tinha a renda garantida
6
Folheteiro não conhece
Impasse ou obstáculo
Andando de sol a sol
Em busca do espetáculo
De ver o povo sorrir
Pensar, amar, refletir
                                      Parecia um oráculo
Tema > CINQUENTÃO > 2º Lugar
Na sinuca, ela afobada
num jogo de sedução,
acertou uma tacada
no taco do cinquentão !
Adilson Maia/RJ
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Maroquinha, o teu gingado
está dando o que falar!
Talvez não seja pecado,
mas faz a gente pecar!
José Lucas de Barros/RN

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A TINTA BRANCAS DOS ANOS



NUNCA PENSEI NA VELHICE
MAIS A DANADA CHEGOU
O SEU FANTASMA MIM DISSE
QUE O TEMPO  BOM ACABOU
E O MESMO TEMPO CISUDO
MIM DESPOJANDO DE TUDO
TRANSFORMARAM MEUS PLANOS
E PARA MAIOR PESADELO
JESUS PINTOU MEUS CABELOS
COM A TINTA BRANCA DOS ANOSDEDÉ MONTEIRO